Você foi acolhido quando chegou em um novo bairro? escola? igreja? trabalho?

Já se sentiu peixe fora d’agua em alguma situação ou lugar, certo?

Geralmente isso acontece quando somos novos no pedaço e sentimos entrar em um bonde em movimento onde parece que todos são parte e você esta à parte. Esse sentimento pode passar rápido, conforme você vai se familiarizando com o local, fazendo amizade com as pessoas, e dependendo do seu modo de ser mais extrovertido isso nunca te incomodou verdadeiramente.

Mas sinto informar que tem muita gente se sentindo isolada, excluida, com dificuldade para se sentir pertencente e acolhida em novos ambientes e em novos grupos. Faz parte dos preceitos de uma comunidade viva e participativa acolher e esticar a mão para quem chega.

Essa reflexão veio de uma conversa com uma pessoa tão querida quanto acolhedora e comunicativa, da qual eu NUNCA esperaria ouvir que se sente não tão bem acolhida em alguns espaços e rodas. Desse diálogo senti a falta do senso de comunidade.

Por isso, a sugestão de hoje é que criemos grupos de acolhimento com atuação presencial (quando possível) e virtual nos diferentes contextos:

✨escolas
✨igrejas
✨condomínios
✨empresas

Crie um grupo com pessoas queridas e empáticas e defina tarefas e abordagens de acolhimento: apresente o local, dê algumas dicas, mostre os canais de comunicação e se coloque disponível para ajudar. Isso fará A diferença aos recém-chegados!

Comunidade, afinal o que é?

Afinal de contas, o que seria uma COMUNIDADE!? Já que eu tenho falado tanto que precisamos FORTALECÊ-LA e tanto sobre a FALTA de senso de comunidade.

COMUNIDADE é um grupo de pessoas que dividem algo em comum, possuem conexões significativas, partilham de ideiais, mantém contato e proximidade (físicamente ou não) e desejam uma convivência respeitosa, empática e até prazerosa.

Quando eu falo em FORTALECER a comunidade, me dirijo especialmente àqueles grupos de pessoas que já estão próximas (moram no mesmo bairro ou prédio, trabalham na mesma instituição, frequentam o mesmo espaço escolar ou centro religioso) mas que não necessariamente estejam envolvidos e conectados.

Da falta de conexão, pode surgir o olhar da indiferença, desinteresse, estranhamento, desprezo.

Do despertar do senso de comunidade, pode surgir a cooperação, compaixão, empatia, respeito e um belo ambiente para co-criação de um mundo melhor para vivermos.

Quando falamos da importância de cultivarmos o senso de comunidade, não estamos pensando ou sonhando que todo mundo tem de ser amigo de todo mundo. Ou que apenas aquele indivíduo com perfil mais extrovertido que dialoga tranquilamente com a vizinhança, que seria o ser ilumidado do despertar da comunidade.

Acreditamos que qualquer um de nós com as particularidades e personalidade que temos podemos desempenhar um papel comunitário através de nossa disponibilidade de OLHAR o outro: valorização de cada indivíduo e respeito são valores que se mostram em pequenos detalhes desde nossos gestos até nossa forma de falar.

E você, quem é na sua vizinhança?

🤨 cara fechada e sempre apressado
😊 simpatia em pessoa, cumprimenta todo mundo
😁 dentes sempre à mostra de um sorriso de quem é amigo de quase todo mundo
🙂 normalzão, na sua, mas se falarem contigo, retribui na boa
😔 o introvertido, cabeça baixa para evitar qualquer diálogo

Tenho certeza que tens umas opções aqui que não terão coragem de assumir 😝

Do sonhar ao Celebrar!

SONHAR

Toda grande obra e realização começou de um SONHO.
Alguém acreditou no sonho,
Alguém teve coragem de partilhá-lo.

Muitas pessoas inspiradas por um sonho são as bases da inovação e criatividade.
Imagina a revolução você pode causar ao compartilhar e ativar seus sonhos com sua vizinhança?

Este convite é a base da nossa virada de chave: “Viver junto a tantos em prédios, bairros ou condomínios pode ser sinônimo de oportunidade e não apenas de problemas”.

PLANEJAR

A grande diferença entre quando planejamos um sonho SOZINHO & de quando projetamos um ação coletivamente com a INTENÇÃO de colaboração é a possibilidade genuína de ativar a INTELIGÊNCIA COLETIVA.

Nem o mais inteligente do grupo é capaz de conceber algo tão rico e inovador quanto um grupo engajado, organizado e orientado pelo respeito e validação da inteligência plural que possuímos quando em comunidade.

Para quem ainda não conhece, fica a valiosa dica de investigar um pouco mais sobre o modelo de gestão colaborativa e sustentável de projetos do DRAGON DREAMING (DD) dragondreamingbrasil.

REALIZAR

Quanto atalho a gente perde em não contar com ajuda!
Quanto mais rápido e melhor realizaríamos projetos se soubéssemos delegar, confiar.

Te convido a convidar mais andorinhas para te ajudar a criar seu lindo verão!
Seja dentro da sua casa – sua primeira e mais imediata comunidade – seja no trabalho, escola, na vizinhança.

Realizar COM é diferente de Realizar PARA alguém! Múltiplos olhares contemplam múltipas visões e aumentamos nosso alcance quando minha limitação é cancelada pela sua experiência.

Esse é um exercício de partilhar: sonhos, propósitos, conhecimento e perrengues, por que não? Tudo isso nos move e conecta!

CELEBRAR

Nem só de festa que se vive quando o assunto é celebrar.
A celebração é o momento de coroação de um processo de evolução.
É um marco que valida e reconhece a trajetória vivida.

Celebrar é um exercício de aprendizagem, de revisão dos pontos que te trouxeram até aqui, seja a celebração de mais um ano de vida, quanto a celebração de um dregrau acadêmico ou profissional alcançado.

Mas e quando o encerramento de ciclo é coletivo? E quando a conquista foi alcançada por múltiplos bracinhos que arregaçaram as mangas?

Aqui está a grande oportunidade de aprender e se melhorar ainda mais enquanto COMUNIDADE e validar os múltiplos aprendizados coletivos.

Viva a comunidade! \o/

Senso de COMUNIDADE

E foi exatamente em um devaneio imaginando um MUNDO MELHOR que identifiquei aquilo de mais caro e relevante que faltava: empatia, respeito e justiça!

E daquilo que nós percebemos que faz falta emerge a parte que nos cabe rumo a esta transformação de um mundo melhor 🙂

Falta SENSO DE COMUNIDADE!

Falta falar mais sobre a potência do viver e agir coletivamente. Falta discutirmos formas e meios para nos sentirmos mais acolhidos e pertencentes nos diversos ciclos sociais que nos encontramos inseridos.

É sobre isso que quero falar e é para isso que quero servir: como criar maneiras de despertar o senso de comunidade de modo orgânico e duradouro?

Nosso lar, é o início desta experiência.

Temos a preocupação de criar nossas filhas com base nos valores da cooperação e empatia. Cada uma conforme sua capacidade e possibilidade sabe a importância de colaborar para o bom funcionamento da casa. TODOS que aqui habitam tem responsabilidades, não importa idade ou gênero. Dividimos as tarefas e nos ajudamos, assim não fica pesado para ninguém.

Acreditamos que dessa forma elas também cresçam quebrando o tabu de que a mulher tenha naturalmente protagonismo nas funções com a casa. Quero que cresçam questionadoras desses papéis e que, sobretudo, se responsabilizem pela parte que lhes cabe. Se está fácil para alguém e está sobrando muito tempo livre, certamente é só olhar para o lado e ver que tem alguém sobrecarregado acumulando múltiplas tarefas e sofrendo por não dar conta.

Não é esse papel de super mulher-mãe que quero mostrar para elas.
Que cada dia a gente possa construir juntos doses de respeito, direito, amor próprio e ao próximo.

O despertar do senso de comunidade começa em casa, bora conscientizar toda a galera para partilhar essa responsa também!?

E lembre-se, a melhor maneira de MUDAR alguma coisa é FAZENDO alguma coisa. Precisamos de muito pouco, do essencial, UM DO OUTRO 🧡💛💚💙💜

Inteligência Coletiva

Já parou pra pensar que um grupo com pessoas de diferentes habilidades, formação, histórico de vida e cultura tem uma bagagem gigantesca para criar, propor, pensar e planejar diante de uma situação problema, ou até para idealizar uma solução inovadora?

Talvez não, né? Porque somos acostumados a pensar que a inteligência é sobretudo curricular, vem do tempo de experiência ou dos degraus acadêmicos. Afinal, é disso que somos cobrados pela sociedade de mercado!

A sabedoria de quem se formou e ganhou título, de quem aprendeu de ofício, de quem é autodidata, de quem aprendeu com a vida, de quem aprendeu na internet são trajetórias únicas e incomparáveis mas que podem ser SOMADAS na condução de processos criativos coletivos, ao passo que nossa ignorância particular pode ser minimizada.

O grupo é mais inteligente pois soma as inteligências do grupo. Mas apenas quando não falta a INTELIGÊNCIA EMOCIONAL para validar e valorizar qualquer forma de conhecimento, respeitando e mediando empaticamente o direito de fala de cada um.

Encorajar cada indivíduo é mostrar que cada um importa. E num mundo onde cada vez mais vivemos juntos e aglomerados nas cidades, prédios e condomínios, acreditar mais no outro pode ser a chave de transformação do seu viver coletivamente.

Se você também acredita no poder do coletivo, compartilha com mais alguém esta reflexão para que mais pessoas se conectem a esta visão de inteligência coletiva.

*Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo. De fato, sempre foi assim que o mundo mudou (‍Margaret Mead)

O ACESSO é mais importante que a POSSE!

Quantas vezes sentimos necessidade de usar um objeto de forma esporádica e a mais óbvia solução que nos vem em mente é: COMPRAR.

Não é à toa que isso acontece, está construído em nosso subconsciente de consumidores que a única maneira de acessar produtos é comprando. Para os múltiplos desejos de consumo, uma compra. Para cada compra, vários dinheiros empenhados, mais acúmulo de objetos e muitos deles de pouco uso.

Se você possui uma furadeira, parafusadeira, batedeira, barraca de camping, ferramentas, cortador de cabelo, malas de viagem ou outros objetos de uso esporádico, diga-me quantas vezes utilizou-os neste ano? Ou ainda: quantos destes objetos você comprou ultimamente ou ainda deseja comprar?

Se sairmos do senso comum de que a POSSE é a única escolha e de que os outros não são confiáveis para emprestar, ainda mais se esta pessoa não for meu amigo, não mudaremos NADA! E nem nosso bolso e nem o planeta estarão preparados para tanto consumo no médio e longo prazo.

O ACESSO é mais importante que a POSSE!

A sugestão é mudarmos o padrão de pensamento: Porque COMPRAR, se posso EMPRESTAR? Especialmente, quando falamos de familiares, amigos e por que não VIZINHOS? Confiança, senso de comunidade e solidariedade são valores que se constroem quando nos permitimos o primeiro passo.

Mas você pode estar pensando: “não sei se isso funciona na prática, empresto e acabo ficando sem, as pessoas esquecem de devolver ou não cuidam como gostaríamos”. Ou ainda, “tenho receio desses problemas e por isso nem penso nessa possibilidade”.

Pensando nisso sugiro alguns passos para ativar esse ciclo solidário e cooperativo. Pois só é possível mudar, agindo diferente!

Dica extra para escalar essa ideia: multiplique a rede de empréstimos virtualmente:

✨ @tem_acucar é uma rede social para empréstimo de coisas entre vizinhos. Use e espalhe esta possibilidade na sua vizinhança.
✨ Lembre dos tantos grupos de whats que você participa, pode ser um bom canal para pedir ou oferecer gentilmente.

Sustentabilidade: afinal, o que é?

Sustentabilidade! O que vem em mente? Pense rápido!

Geralmente pensamos: proteger meio ambiente, diminuir o impacto ambiental. Enfim, é a pegada ambiental que se destaca. Importantíssima, claro que sim, mas não a única.

Falar em sustentabilidade é pensar em desenvolvimento que atenda nossas necessidades sem comprometer futuras gerações, o que significa olhar amplo em ao menos três direções:

✨social: relações sociais e interpessoais justas, empáticas e humanas
✨econômica: crescimento econômico que se sustente de forma justa e viável
✨ambiental: medidas que diminuam impactos ambientais

Agora que você está mais atento, reflita o que você, sua empresa, sua família, sua comunidade, sua cidade (sim, você é parte dessa reflexão em ampla escala também) têm feito para viver e agir de maneira mais sustentável? Qualquer ação conta, uma simples atitude transforma.

Dá para sustentar relacionamentos tóxicos ou abusivos em casa, no trabalho, na vizinhança?

Dá pra sustentar uma vida de correria sem fim, de trabalhar cada vez mais para se ter um pouco, para consumir mais e viver em culpa de não ter tempo para família e lazer?

Dá para sustentar no nosso dia a dia o tanto de lixo que produzimos, o consumismo exagerado e de quebra ver esses padrões sendo naturalizados na cabeça das nossas crianças?

Como tem sustentado a sua existência nesse mundo?
Está sustentável para você? Discuta sobre isso em seus ciclos sociais!